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Farmácias penhoradas

De negócio florescente a negócio ruinoso?

Farmacêuticos, que garantem estar à beira do colapso, aguardam medidas do Governo e pedem ajuda a Cavaco Silva.Mais de 350 farmácias em todo o país já foram alvo de uma ou mais penhoras, segundo dados do Infarmed- Autoridade Nacional do Medicamento.

Além disso, neste momento, 48 farmácias estão em processo de insolvência. A crise instalou-se no sector farmacêutico e a direcção da Associação Nacional de Farmácias (ANF) avisa que a situação «é muito grave», aguardando medidas «concretas do ministro da Saúde», com quem se tem reunido.  

Em cima da mesa estão novas alterações nas margens de lucro, a criação de uma taxa a pagar no acto da compra do medicamento e mudanças das regras de funcionamento das farmácias definidas pelo Estado. «A situação é dramática», de acordo com João Cordeiro, presidente da ANF, lembrando que além das penhoras e das insolvência, mais de mil estabelecimentos estão com o fornecimento de medicamentos suspensos por pelo menos um grossista e mais de 457 farmácias têm processos judiciais.Ao todo, avisa a ANF, existem mais de 235 milhões de euros de divida litigiosa, sendo que uma farmácia média tem actualmente 40 mil euros de resultado líquido negativo. Insolvência por todo o país. 

No site das insolvências aparecem regularmente casos de farmácias em desespero. Neste momento, há pelo menos 48 em processo de insolvência: 20 em Lisboa, seis em Setúbal, cinco em Faro, quatro no Porto e outras quatro em Santarém, três em Beja, duas em Castelo Branco e uma em Aveiro, Coimbra, Portalegre e Madeira.

Publicado a 11 de Janeiro de 2013