O Governo está a apertar a vigilância às grandes empresas, com o objetivo de evitar qualquer tipo de planeamento fiscal agressivo que diminua o valor dos impostos a pagar. A Unidade dos Grandes Contribuintes está a acompanhar, com vários funcionários, a evolução mensal das empresas que mais impostos pagam em Portugal. Estão neste universo praticamente todas as sociedades cotadas no PSI 20, o principal índice da Bolsa portuguesa, como é o caso da EDP, da Galp, da Portugal Telecom (PT) e da Jerónimo Martins. Até Abril, foram arrecadados em IRC cerca de 552,8 milhões de euros – cerca de 80%corresponde ao aumento do imposto pago pelas grandes empresas. Segundo os dados provisórios de Maio, a receita líquida mensal do IRC aumentou cerca de 20%, o que determinou um crescimento de mais de 8% da receita líquida acumulada deste imposto em 2013.Esta evolução supera o crescimento de 6,2% previsto na versão inicial do Orçamento para 2013.Aquele crescimento é sobretudo explicado pelo aumento de mais 300 milhões na auto-liquidação da declaração de rendimentos Modelo 22 ocorrida no passado mês de Maio. Este resultado é o segundo melhor desempenho do IRC dos últimos seis anos, tendo-se verificado um crescimento do número de empresas que pagam este imposto. Além das grandes empresas, o sistema de cruzamento de informações que é proporcionado pelo programa ‘e-fatura’ tem permitido detectar várias empresas, de pequena e média dimensão, que não entregaram o IRC ou que sofreram correções na liquidação de imposto. Segundo a execução orçamental de Abril, a receita fiscal somou um total superior a 10,4 mil milhões de euros, o que corresponde a uma variação acumulada de 5,8%, com destaque para os impostos direc
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